Nossa última flor do Lácio inculta e bela ressente-se uma vez mais.
[...]
Que história é essa de empoderamento? Que é isso (se é que há isso...)? Donde vem?
É... Bem perguntado. Comecemos pelo "donde vem". Vem daqui, ó...: empowerment. Sim, para nossa (surpresa?...), vem-nos duma equivocada e imprópria incorporação invasiva, do inglês.
Com efeito, naquele vernáculo, empowerment means "the act of conferring legality or sanction or formal warrant". Que, em bom português, traduz-se por: Empowerment significa "o ato de conferir legalidade ou sanção ou garantia formal". É essa a significação originária, sem por nem tirar.
A significação que lhe está sendo conferida em cultura lusofônica, contudo, é diversa, estranha.
[...]
Nosso vernáculo ainda não o consigna. Veja o que diz a Academia Brasileira de Letras: não há.
Desafortunadamente, todavia, o vernáculo português em base europeia já o incorporou. Veja-se, nesse sentido, o que diz o Dicionário Priberam Universal:
(empoderar + -mento)
s. m.
Acto ou efeito de empoderar ou empoderar-se.
2) empoderar (em- + poder + -ar)
v. tr. e pron.
Dar ou adquirir poder ou mais poder.
Assim… O que está sendo construído, com base nesses elementos semânticos, dentre outros, é meticulosa articulação equivocada por parte de certos grupos feministas. Ao dizer equivocada, é bom esclarecer: o que se dá, na prática (desses tantos grupos aqui ditos "equivocados") é que se estão batendo por uma alegada causa contra um inimigo que esses grupos mesmo constituíram: o homem e tudo aquilo que se diz homem ou a ele se associa foi estabelecido, a priori, axiomaticamente, como algo a ser, se não combatido, quando pouco contestado e competido.
Logo, a questão é mais profunda do que se vê em análise ligeira, e não admite exame superficial. Se alguém imbuído de ânimo investigativo puramente psicossocial (portanto, sob a óptica apenas científica, nos moldes bacon-cartesianos) debruçar-se sobre o caso, esse alguém já encontrará abundante material, que lhe permitirá chegar a não menos abundantes conclusões. Tudo bem direitinho, segundo os cânones da dita metodologia. [...] Porém, se for deitado um olhar espiritual sobre esse mesmo cenário (o que suscita, de plano, narizes torcidos por parte dos defensores autointitulados puramente científicos...), um novo panorama, mais abrangente, perfeito, surgirá...
Logo, a questão é mais profunda do que se vê em análise ligeira, e não admite exame superficial. Se alguém imbuído de ânimo investigativo puramente psicossocial (portanto, sob a óptica apenas científica, nos moldes bacon-cartesianos) debruçar-se sobre o caso, esse alguém já encontrará abundante material, que lhe permitirá chegar a não menos abundantes conclusões. Tudo bem direitinho, segundo os cânones da dita metodologia. [...] Porém, se for deitado um olhar espiritual sobre esse mesmo cenário (o que suscita, de plano, narizes torcidos por parte dos defensores autointitulados puramente científicos...), um novo panorama, mais abrangente, perfeito, surgirá...